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RELIGIÃO
nível religioso 81,3% da população indiana são hindus, 12% muçulmanos, 2,3% cristãos, 1,9% sikhs e 2,5% pertencem a outros grupos como os budistas, jainistas, bahais e parsis. Durante dois ou três milénios, os arianos criaram na Índia uma civilização própria, ou melhor dito, uma religião própria: o hinduísmo, a religião maioritária da Índia. Com o hinduísmo foram introduzidos o sânscrito, hoje uma língua morta de elite; os Vedas, livros sagrados do hinduísmo; o brahmanismo, um ritual apertado, em que se exercia a tirania do sacerdote. Como reacção contra esse ritualismo, nasceu o budismo em 500 a.c. Ao longo dos tempos, o hinduísmo sofreu algumas cisões e surgiram os jainistas, a religião que começou como uma tentativa de reformar o hinduísmo, os sikhs, religião que foi criada para reunir o melhor do hinduísmo e do islamismo, etc. A maior ameaça, porém, à religião dos hindus foi mesmo o islamismo. Os marajás muçulmanos, dominaram a maior parte da Índia durante 500 anos. Actualmente, a Índia é o segundo maior país muçulmano do mundo.

Trindade Hinduísta

No panteão hinduísta, há uma entidade divina tríplice - a Trimurti - formada pelos deuses Brahma, Vishnu e Shiva, criador, conservador e destruidor do universo, respectivamente. Em certos aspectos, Brahma é um deus personificado; em outros, é um princípio impessoal e infinito. Vishnu é o deus social por excelência e destruidor daqueles que ameaçam a boa ordem, enquanto Shiva representa a selvageria indomada.

Existem poucas imagens e esculturas de Brahma, mas Vishnu e Siva são os mais largamente representados, sendo considerados os mais poderosos e importantes. Seus seguidores são referidos como Vaishnavite e Shaivites respectivamente, e formam dois dos maiores ramos do hinduísmo.

Brahma.
Popularmente Brahma é interpretado como o criador em uma tríade ao lado de Vishnu como preservador e Siva como destruidor. literalmente o nome Brahma é masculino e personaliza para os hindus a forma neutra da palavra "Brahman".
Nos antigos escritos védicos "Brahman" representava o principio universal e impessoal que governa o universo. Gradualmente, a filosofia védica mudou-se em direção a uma interpretação monoteísta do universo e das origens, este poder impessoal era cada vez mais personalizado. No Upanishads (antigo texto filosófico sânscrito, parte dos Vedas) "Brahman" era visto como um universal e elementar espírito criativo. Brahma, descrito nos antigos mitos como sido nascido de um ovo de ouro e então para criar a terra, assume a identidade de uma das mais antigas deidades védicas Prajapati, sendo identificado então como o criador.
Alguns dos antigos mitos de Brahma foram mais tarde associados a Vishnu. Por exemplo, em uma história cria-se que Brahma tinha salvado a terra de uma inundação tomando a forma de um peixe ou tartaruga, e em outra ele tornou-se um javali levantando a terra acima das águas da inundação em sua presa. Todas essas imagens foram mais tardes associadas com Vishnu.
Por volta dos séculos IV e V d.C., o auge do período clássico do hinduísmo, Brahma era visto como um dos deuses da tríade - "trimurti" - o qual Vishnu, Siva e Brahma representavam três formas de um ser supremo não manifestado. É de Brahma que a cosmologia hindu toma forma. O ciclo básico através pelo qual todo o cosmo passa é descrito como um dia na vida de Brahma - o "kalpa".
Por volta do século VI d.C. a adoração a Brahma efetivamente cessou - antes do grande período da construção dos templos, pode-se observar isto pelo fato de existirem poucos templos dedicados a Brahma - o mais famoso templo de Brahma está em Pushkar no Rajastão. Contudo, imagens de Brahama são encontradas e muitos templos. Caracteristicamente, ele é mostrado como quatro faces (ou cabeças), a quinta tendo sido destruída pelo fogo do terceiro olho de Siva. Em seus quatro braços ele segura uma variedade de objetos, usualmente incluindo uma cópia dos vedas, um jarro de água ou arco. Ele é acompanhado pelo ganso, simbolizando conhecimento.

  Como foram formadas as cinco cabeças de Brahma. Masson-Oursel reconta um mito que explica como Brahma veio a ter cinco cabeças. "Brahma primeiro formou a mulher de sua própria imaculada substância e ela foi conhecida como Sarasvati, Savitri, Gayatri ou Brahmani. Quando ele viu esta encantadora jovem surgir de seu próprio corpo, Brahma caiu de amor por ela. Sarasvati moveu-se para sua direita para evitar o olhar de Brahma, mas uma cabeça imediatamente surgir de Brahma. E quando Sarasvati virou-se para a esquerda e então para trás dele, duas novas cabeças apareceram. Ela lançou-se em direção ao céu e uma quinta cabeça foi formada. Brahma então disse para sua "filha" (aqui Sarasvati), 'vamos formar todas as coisas viventes, homens, Suras e Asuras'. Ouvindo estas palavras Sarasvati retornou para terra, Brahma casou-se com ela e eles retiraram-se para um lugar secreto onde permaneceram juntos por cem anos."

Vishnu:
é visto como o deus com face humana. A partir do II século d.C. desenvolve-se no sul do país uma nova e fervorosa adoração, ao que segundo eles dizem foi uma encarnação de Vishnu - Krishna. Muitos hindus crêem que Vishnu encarnou-se em 10 diferentes formas (animal e humana) para salvar o mundo do desastre.

As dez encarnações de Vishnu são:

1) Matsya - tomando a forma de peixe
2) Kurma - tomando a forma de tartaruga
3) Varaha - tomando a forma de javali
4) Narasimha - tomando a forma de metade homem e metade leão
5) Vamana - tomando a forma de um anão
6) Parasurama - tomando a forma de "Rama" com um machado
7) Rama - o príncipe de "Ayodhya" em forma humana
8) Krishna - uma das mais reverenciadas encarnações de Vishnu em forma humana.
9) Buddha (ou Buda) - incorporado ao panteão hindu provavelmente para desacreditar o budismo, dominante em algumas partes da Índia até o VI século d.C..
10) Kalki - montando um cavalo, em forma humana.

Siva ou Shiva:
é sem dúvida o mais adorado deus hindu. Para os hindus, Siva é ao mesmo tempo o grande ascético como também a erótica força do universo. É interpretada como criador e destruidor, a força na qual universo está envolvido. Segundo eles, Siva mora no monte Kailasa com sua esposa "Parvati" (também conhecida como Uma, Sati, Kali e Durga) e dois filhos, Ganesh (com cabeça de elefante) e Karttikeya (com 6 cabeças) - deus da guerra, conhecido no sul da Índia como Subrahmanya. Em algumas esculturas representativas Siva e normalmente acompanhada de seu veículo, o touro (nandi ou nandin).
     Siva é representada em muitos templos na Índia pelo "linga" (Siva como fálico emblema, parecido com o órgão reprodutor do homem) literalmente significando "sinal" ou "marca". Numa das mãos um sinal de energia, fertilidade e potência, representando como símbolo de Siva, o poder da abstinência sexual e penitência. O "linga" tem se tornado o mais importante símbolo do culto à Siva. A primeira aparição do uso do "linga" vem do II século a.C., e de lá para cá tem surgido um grande número de mitos para tentar explicar a sua origem. Muitas mulheres que não conseguem se engravidar costumam adorar o "linga" passando sobre ele a mão e depois sobre sua barriga. Esperando assim alcançar o favor de Siva e engravidar.

Nomes alternativos de Siva -
Siva não é visto como tendo uma séria de reencarnações, como Vishnu, contudo, aparece em muitas formas representando diferentes aspectos da sua variedade de poder. Alguns mais comuns são:
* Chandrasekhara - a lua (chandra), simboliza o poder de criação e destruição.
* Mahadeva - a representação de Siva como o deus de supremo poder.
* Nataraja - o senhor da dança cósmica
* Rudra - o mais antigo protótipo de Siva.
* Virabhadra - segundo os hindus, Siva criou Virabhadra para se vingar do pai de sua esposa "Sati", Daksha que tinha insultado Siva não o convidando para um sacrifício especial. Sati atendeu a cerimônia contra a vontade de Siva, e quando ela ouviu seu pai insultando Siva grosseiramente, ela cometeu suicídio pulando dentro do fogo de sacrifício. Este ato deu origem ao termo "sati" (uma palavra que significa uma boa ou virtuosa mulher) que era aplicado para o ato de auto-imolação de mulheres na pira fúnebre (onde são queimados os corpos) de seus maridos. Registrado nos Vedas, a auto-imolação da mulher na pira fúnebre de seu marido, provavelmente teve seu início vários séculos a.C., prática esta hoje proibida pela Constituição.
* Ardhanarisvara (ou ardhabariscara- a forma masculina e feminina de Shiva.

Os cultos hinduístas.
São realizados tanto em templos e congregações quanto podem ser domésticos. A cerimônia mais comumente realizada é relativa à oração (puja). A palavra "Om", representa a vibração original, uma vibração que transcende o início, o meio e o fim de todas as coisas, vinculando-se, desta maneira, à imagem da própria divindade.

 

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